O mercado imobiliário ainda é favorável àqueles que pretendem adquirir um imóvel. Conheça então as duas principais modalidades que podem facilitar a compra do que pode ser o seu bem mais precioso.

O mercado imobiliário mostrou um crescimento muito expressivo em 2020. A baixa taxa de juro básico, a Selic, manteve-se no menor patamar da história, e os financiamentos para alcançar o sonho da casa própria também mostraram-se mais elásticos e a juros reduzidos quase à metade. Muitos especialistas afirmam que essa boa maré continuará em 2021, pelo menos nos primeiros meses, para aqueles que pretendem ter seu próprio imóvel, tanto mais frente à pandemia de Covid-19 que reforçou a necessidade de uma moradia em que as pessoas possam se sentir seguras e protegidas do estranho momento vivido.

Independente do cenário em que o mundo se encontra agora, os custos para se obter a própria moradia nunca foram exatamente baixos. E aqui no Brasil, contamos com duas modalidades típicas para a aquisição do imóvel tão sonhado: o consórcio e o financiamento.

A seguir, você pode conhecer o bônus e o ônus de cada modalidade para melhor escolher aquele que se adequa a sua realidade na hora de comprar o que deverá ser o seu lar.

O Consórcio

Essa modalidade funciona com um grupo de pessoas reunidas por meio de uma administradora que irá estipular um montante a ser pago mensalmente por cada consorciado no intuito de comprar um bem – neste caso, a casa própria.

O valor total recolhido mensalmente das contribuições definidas em contrato é suficiente para comprar um imóvel por mês. Poderá ser até mais de um, a depender da natureza do consórcio, mas que invariavelmente será sorteado para algum dos participantes do grupo. 

Esse sorteio também acontece a cada mês, sendo conferida uma carta de crédito ao contemplado conforme estabelecido em contrato, e que, mesmo assim, continuará a pagar suas cotas até que todos os indivíduos daquele grupo sejam igualmente contemplados.

Além disso, geralmente existem lances que os participantes podem dar para acelerar o processo de recebimento da carta de crédito. O lance pode ser livre, porém precisa ser o maior dado entre o grupo para que o consorciado possa ter acesso ao crédito. Ou o lance pode ser fixo com a administradora estabelecendo o percentual: se for 25% o participante tem de desembolsar esse montante sobre o valor total do crédito para receber sua carta.

Agora vamos checar algumas vantagens e desvantagens desse tipo de investimento:

Prós

  • Não exige entrada.
  • É 100% parcelado e com primeiro pagamento quando da assinatura do contrato.
  • Não há taxas de juros, mas pode haver outros tipos de taxa.
  • É menos burocrático que o financiamento, mais rápido e simples, sem necessidade de muita papelada.
  • A análise de crédito é simplificada, aceitando até mesmo clientes com restrição de crédito.
  • Prazo e valor podem ser escolhidos conforme o que for mais atrativo ao participante.
  • É possível usar o FGTS para dar lances ou quitar parcelas atrasadas em alguns casos.

Contras

  • Apesar de não haver taxa de juros, existem taxas administrativas que variam por administradora.
  • Outras taxas podem ser aplicadas como a de adesão, seguro e fundo de reserva.
  • Multa por desistência do consórcio e recebimento parcial do valor investido.
  • Depende da sorte, mesmo com os lances.
  • Conseguir o imóvel pode demorar.
  • O consorciado assume os riscos (daí o fundo de reserva, seguro etc.).

O Financiamento

Trata-se da compra parcelada do imóvel com recursos liberados por alguma instituição financeira, mas somente com análise prévia de crédito e com alguns critérios de cadastro.

É como um empréstimo em que a pessoa assume o pagamento das parcelas mensais de um valor determinado previamente em contrato.

Os recursos são liberados pela instituição conforme o perfil financeiro do cliente e as parcelas podem ser decrescentes ou estáveis.

Assim como no consórcio, existem vantagens e desvantagens para essa modalidade:

Prós

  • Uso imediato do imóvel.
  • O FGTS pode ser utilizado para amortizar as parcelas.
  • Forma mais segura, pois garantias e seguros estão inclusos no contrato.

Contras

  • Altas taxas de juros embutidas no contrato.
  • Processo burocrático e com exigência de muita documentação para a aprovação do crédito.
  • Risco maior de perder o bem. Caso não consiga pagar as parcelas, o imóvel pode ser utilizado para pagar a dívida com a financiadora.
  • Parcelas em atraso já podem comprometer o nome do investidor.
  • Desvalorização do dinheiro: recursos aplicados no bem durante o financiamento podem superar o valor do imóvel.

Seja qual for a sua escolha no momento de facilitar o pagamento da sonhada casa própria, é importante um bom planejamento e estar ciente de que este é um investimento de grande porte, que exige paciência e cuidado. É interessante e importante buscar informações sobre que tipo de imóvel é desejável e também onde ele se localiza. Assim, o processo trará o bem-estar e a segurança necessários para sua qualidade de vida.